InsCer é autorizado a fazer exame que detecta câncer de próstata

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Instituição é a única do país a oferecer exame antes restrito a protocolo de pesquisa

O Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer) acaba de receber autorização da Anvisa para oferecer, de forma ampla aos pacientes, o exame PET-CT 18F-PSMA-1007, que antes era restrito a protocolo de pesquisa. Isso significa que todas as pessoas com suspeita de câncer de próstata vão poder fazer o exame para detectar a doença. Aqueles que já estão com a enfermidade vão poder observar a extensão do mesmo.

Com isso, o InsCer passa a ser a primeira Instituição do país a possuir a chancela da Anvisa para produzir e comercializar o radiofármaco PSMA e oferecer tal exame aos pacientes, que contam com uma nova, moderna e segura modalidade de imagem que permite a avaliação adequada do câncer de próstata, desde antes da cirurgia até casos em que o PSA passa a subir – permitindo a avaliação precoce de recidiva de câncer de próstata e novos tratamentos mais adequados a cada caso.

“É muito gratificante vermos que o resultado do trabalho desenvolvido pela nossa equipe durante meses vai poder auxiliar no manejo de tantas pessoas que sofrem com câncer de próstata, contribuindo assim para a melhora da sua qualidade de vida. Com certeza é um grande avanço para a Medicina Nuclear do Brasil”, afirma Louise Hartmann, coordenadora do Centro de Produção de Radiofármacos do InsCer.

 

Câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Além disso, entre 20 a 40% dos pacientes submetidos à prostatectomia radical (principal cirurgia que retira toda a próstata e alguns tecidos do entorno) voltam a desenvolvê-la (recidiva bioquímica) dentro de dez anos após o tratamento. Portanto, se tratando de uma doença que traz tantos impactos para a sociedade, é de suma importância que se desenvolvam tecnologias para seu melhor diagnóstico e tratamento.

Quando o câncer de próstata é detectado precocemente, e quando a doença é localizada exclusivamente na glândula prostática, a taxa de sobrevida em cinco anos é de quase 100%. Entretanto, uma vez que o câncer se espalha para além da próstata, as taxas de sobrevida diminuem drasticamente. Por isso, o objetivo do estadiamento (a mensuração do câncer) é definir a extensão do tumor e a distinção dos pacientes que apresentam a doença confinada ao órgão, ou já espalhada.

“Esse exame é indicado principalmente para quem tem recidiva, continua com aumento do PSA e não consegue detectar onde está a doença. Por meio desse exame, conseguimos ter uma visualização melhor da localização do câncer de próstata e se teve metástase ou não”, explica Cristina Matushita, coordenadora da Medicina Nuclear do InsCer.

As técnicas de imagem disponíveis até então apresentam limitações para o diagnóstico e estadiamento do câncer de próstata, e o PET-CT 18F-PSMA-1007 vem para suprir esta lacuna, trazendo maior precisão sobre o status da doença. Assim, a definição do tratamento ideal pode ser adaptada, e consequentemente melhora a resposta do paciente.

Foto: Bruno Todeschini