Como os insumos radiofármacos impactam na realização de exames de imagem

O Ipen interrompeu a produção desse produto no dia 20/9, e o desabastecimento irá gerar alteração na agenda de atendimentos do InsCer.

Os radiofármacos são compostos essenciais para a medicina nuclear, que é aplicada em tratamentos de câncer por radioterapia e na realização de exames de imagem. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é responsável por 85% da produção nacional e, por falta de verba para importar insumos, teve que reduzir a fabricação até parar totalmente a produção no dia 20/9.

Com essa paralização, os hospitais e institutos que utilizam esse fármaco para a realização de exames e tratamentos tiveram que fazer ajustes e reagendamentos para atender os seus pacientes.

Para Diego Pianta, Médico Nuclear do InsCer, essa instabilidade nas entregas é preocupante, pois atrasa diagnósticos e acompanhamento de doenças graves. “Os pacientes são diretamente impactados, pois esses compostos são usados para diagnósticos e acompanhamento de doenças como câncer, doenças do coração, dos rins, além de impedir o tratamento de algumas enfermidades que se beneficiam diretamente do uso dos radiofarmacos, como iodo radioativo para câncer de tireoide e 177Lu-Dota para o tratamento de tumores neuroendócrinos”, explica.

A boa notícia é que, após a aprovação no Congresso Nacional e a sanção do presidente divulgada no Diário Oficial da União no dia 15/10, uma nova verba foi liberada e o Ipen terá acesso a recursos extraordinários que permitirão o retorno pleno do seu funcionamento. “A normalização do abastecimento de radiofármacos deve ocorrer entre 1º e 8/11”, afirma Pianta.

Durante esse período, os exames que fazem uso desse insumo, no InsCer, serão reagendados individualmente com cada paciente.