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O InsCer e demais empreendimentos da área da saúde da PUCRS participaram até o último sábado, dia 17 de junho, do World Congress on Brain, Behavior and Emotions 2017, na FIERGS. O congresso internacional, considerado um dos mais importantes eventos de neurociência do mundo, reuniu mais de 130 renomados palestrantes e especialistas de diversos países e mais de 5 mil participantes. Na 17ª edição do evento, a Universidade contou com uma ampla participação. Pesquisadores e estudantes foram parte da programação que, neste ano, explorou as mudanças de comportamento, emoção e percepção. Somente do Instituto do Cérebro foram 15 pesquisadores, levando ao público temas como optogenética, distúrbios do sono e mortalidade em crianças, projeto Superidosos, aprendizado e neuroimagem funcional, neurodesenvolvimento, entre muitos outros. O estudo Metabolismo e o cérebro: transporte astrocitário de glutamato determina o sinal do PET FDG, recentemente publicado na revista Nature Neuroscience, também foi destaque do evento com os pesquisadores Prof. Dr. Eduardo Zimmer e Prof. Dr. Samuel Greggio.

Dentre os estudantes que participaram da exposição de pôsteres e trabalhos científicos, destacou-se Ricardo Trentin, que com demais autores foi selecionado entre os melhores trabalhos científicos desta edição do congresso. Ele foi agraciado com o Prêmio Lundbeck de Incentivo à Pesquisa com o estudo Functional Connectivity of the Hippocampus and Maintenance of Memory in Superagers: preliminary Results. Para ele, o prêmio é um grande incentivo para reforçar ainda mais a intenção de seguir na carreira acadêmica. “Além de ser uma honra, é um indicativo de que faço parte de uma equipe comprometida com o avanço da ciência em prol da sociedade”, revelou. O instituto também marcou presença com uma série de pôsteres científicos em exposição. Um dos trabalhos teve a autoria de Ana Paula Bornes da Silva, mestranda do Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica da PUCRS. O pôster abordou a compreensão dos mecanismos de comunicação e de ativação das cascatas de sinalização celular durante neurogênese para esclarecer mecanismos de ação das células-tronco no sistema nervoso central. O estudo contou com a orientação dos pesquisadores Profa. Dra. Denise Cantarelli Machado e Prof. Dr. Douglas Kazutoshi Sato, respectivamente coordenadora de pesquisa pré-clínica e superintendente de Ensino & PDI do InsCer. Para Sato, a participação maciça no evento mostrou “o que sinapses talentosas podem fazer”.

O vice-reitor e diretor do InsCer, Prof. Dr. Jaderson Costa da Costa, foi também co-presidente do congresso. Ele teve a missão de apresentar um dos mais aguardados convidados desta edição, o escritor moçambicano Mia Couto. Além disso, apresentou uma pesquisa que pretende provar se o cérebro se autorregenera a partir de um diálogo com o sistema periférico. Com duração de mais de uma década, os estudos passam agora por uma segunda fase, desenvolvida pela PUCRS em parceria com a Unicamp e com a Universidade Federal do Paraná. Para Costa, a relevância da participação da área da saúde da universidade em um evento deste porte esteve, justamente, no caráter internacional e multidisciplinar de ambos. “Todas as áreas do saber estão envolvidas, as humanas, as ciências aplicadas e biológicas. Isto dá uma dimensão a todas elas. O congresso buscou criar um ambiente interativo para ensinar, surpreender e emocionar”, explica.

Integração entre ensino, pesquisa e assistência

A área da saúde da Universidade, reconhecida pela excelência no ensino, pesquisa e assistência, esteve representada no evento por meio de um estande institucional, que congregou os cursos de graduação da Escola de Medicina, Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia, o Instituto do Cérebro e o Hospital São Lucas. No espaço, os visitantes tiveram a oportunidade de experimentar uma visita virtual aos espaços do InsCer, do HSL e do Centro de Reabilitação da PUCRS, por meio de óculos de realidade virtual. Pesquisadores, estudantes e profissionais circularam pelo estande institucional, entre eles Karl Friston e Stephen Stahl, dois dos mais renomados neurocientistas da atualidade.

* texto: Comunicação/InsCer e ASCOM/PUCRS