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Apesar da chuva que insistiu em cair e esfriou ainda mais uma das primeiras manhãs com temperaturas invernais de Porto Alegre, o Ciclo de Palestras InsCer para a Comunidade estava com todas as cadeiras ocupadas. Cerca de duzentas pessoas acompanharam a abertura oficial feita pelo vice-reitor da PUCRS e diretor do InsCer, Prof. Dr. Jaderson Costa da Costa. Ele ressaltou que o evento é uma forma de retribuir, à comunidade, todo a confiança que ela coloca na Instituição, e lembrou que a data de 6 de junho se refere ao Dia de São Marcelino Champagnat, o fundador da rede Marista.

O neurologista e pesquisador do InsCer, Dr. Lucas Schilling, foi o primeiro palestrante a fazer uso da palavra com um dos assuntos que recebe cada vez mais interessados, o Alzheimer. Doença que aumenta junto ao avanço do envelhecimento da população, o Alzheimer ainda provoca muitas dúvidas. O Dr. Lucas explicou como a doença se desenvolve no cérebro e qual o papel da família no auxílio ao paciente.

Para abordar o assunto da memória e esquecimento, a profa. e pesquisadora Cristiane Furini, que atua no Centro de Memória do InsCer, explicou como funciona a absorção das lembranças no cérebro e por que recordamos de detalhes antigos e nos esquecemos de acontecimentos cotidianos. Ela diferenciou os tipos de memórias existentes e explicou como isso se processa no cérebro.

Em seguida, o prof. e pesquisador Augusto Buchweitz abordou o tema do aprendizado de um segundo idioma. Ele ressaltou que em qualquer idade é possível aprender um outro idioma, mas até a infância e pré-adolescência existe uma maior capacidade de absorção de novos conhecimentos, por isso que os jovens devem ser estimulados. “Quando me perguntam em que idade podemos aprender, minha resposta é ‘sempre’. O que muda é o ‘como’, não o ‘quando’”, afirma o pesquisador.

A palestra de abertura no início da tarde foi com o pesquisador Eduardo Zimmer, que explicou o “beabá” de como funciona o cérebro humano, trazendo inclusive algumas curiosidades como o peso do órgão e como se processam os neurotransmissores. Uma aula para o público leigo!

A quinta palestra do dia foi apresentada pelo psiquiatra e escritor Diogo Lara, que abordou os quatro tipos de autoestima e a importância da meditação para a saúde física e mental do ser humano. Ele chegou até a fazer um exercício de relaxamento, pedindo que todos fechassem os olhos e seguissem as suas orientações. “Vamos deixar os problemas fora daqui e se conectar conosco mesmo”, disse o médico.

O neurorradiologista Ricardo Soder fez uma interessante apresentação sobre o que as imagens feitas em ressonância e em PET/CT dizem a respeito da saúde dos órgãos do corpo humano, trazendo uma série de imagens para a interpretação junto aos presentes.

Para finalizar as apresentações do primeiro dia do Ciclo de Palestras, o neurologista Dr. Douglas Sato apresentou alguns exemplos de interação do sistema imune com o nosso cérebro, podendo provocar doenças como a esclerose múltipla, as encefalites autoimunes e a neuromielite óptica. Mas também exemplificou a possibilidade de usar a inflamação para tratar doenças com novas medicações em pesquisa que auxiliam a melhorar a remoção de proteínas nocivas que se acumulam no cérebro em doenças neurodegenerativas como na doença de Alzheimer.

No segundo dia do Ciclo de Palestras, com auditório igualmente lotado, o pesquisador Wyllians Vendramini abriu as apresentações com um teste de memória, seguido da palestra “Como chegar aos cem anos com saúde”. Ele falou sobre o processo de envelhecimento do cérebro e deu dicas para manter o corpo saudável e ativo.

A palestra do psiquiatra Pedro do Prado Lima provocou polêmica já pelo título “Como nos tornamos corruptos?” Ele explanou sobre a forma como algumas pessoas corrompem reiteradamente sem se sentirem culpadas por isso.

O Dr. Newton Terra falou sobre a importância de voltar a estudar depois dos 60 anos. Não só apenas porque o conhecimento auxilia no processo de envelhecimento, mas também porque as aulas permitem maior interação social.

O bullying e o cyberbullying foi o tema escolhido pelos palestrantes neuropsicólogos Danielle Irigoyen da Costa e Eduardo Leal Conceição, tema pertinente e atual que tem sido alvo de preocupação de muitos familiares que têm filhos na escola.

O neuropediatra Felipe Kalil falou sobre os problemas que as crianças podem desenvolver durante o período escolar, como déficit de atenção e hiperatividade.

E o Ciclo de Palestras foi finalizado com a participação da neurologista Viviane Vedana, que abordou os dois tipos de AVC, dando dicas de como prevenir e como identificar os sintomas.

Todas as palestras contaram com a participação intensa do público, que interagiu, perguntou, fez relatos, mostrou interesse em cada um dos temas expostos. O Ciclo de Palestras 2018 reuniu centenas de pessoas ao longo dos dois dias e comprovou o sucesso que vinha tendo nas edições anteriores.